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18
Out



A mão que nos segura e o brinquedo que nos diverte

por Tata N'Gunz Tala

21
Dez

Sozinhos no paraíso

Interessante como a gente se depara com situações as mais diversas vivendo o dia-a-dia, por onde andamos. Porém, mais interessante é encontrar volume ainda maior de situações incrivelmente parecidas.

15
Dez

Meu cotovelo é um horror!

Tempos atrás, li o irreverente livro Meu pescoço é um horror, da diretora de cinema e roteirista americana Nora Ephron, autora de comédias românticas famosas como Harry e Sally, Sintonia de Amor e Mensagem para você.


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26
Jan

Um mês em Nova York

Dizem que as férias mais relaxantes são aquelas passadas na praia. Eu concordo. Adoro mar, sol, sombra e água fresca. Andar de roupas leves, tirar um cochilo depois do almoço, ler um bom livro ouvindo o balanço das ondas. Mas também adoro férias urbanas. Amo as grandes cidades. Amo desvendá-las. Descobrir seus encantos, segredos e loucuras. Nestas férias, resolvemos passar um mês em Nova York, uma cidade que dispensa apresentações. Suas ruas, avenidas, pontos turísticos, monumentos, museus, restaurantes e bares já foram mostrados em centenas de filmes e seriados. Mesmo assim, Nova York é uma cidade que nos surpreende sempre. Uma cidade eufórica, frenética, efervescente, onde tudo acontece e todos andam com uma pressa estranha, uma agitação que às vezes até incomoda, mas que não deixa de ter seu glamour.

Ficar um mês em Nova York foi uma das aventuras turísticas mais interessantes e ricas que fizemos. Como todos na família já conheciam a cidade (o grupo era grande: meu marido, Lula; eu, meus filhos, Júlia e João Pedro; meus enteados, Bárbara e Rodolfo; e a namorada dele, Camilla), foi possível fazer programas diferentes, repetir os tradicionais e perambular pelas ruas e avenidas meio sem destino, descobrindo novos lugares. Neste post, divido com vocês alguns desses programas que adoramos fazer neste período em Nova York. Depois, publicarei um texto só com dicas de passeios com crianças. Boa viagem!

1. Caminhar, caminhar, caminhar

A melhor maneira de conhecer uma cidade é andando a pé. E isso é uma dica ainda mais valiosa quando o lugar em questão é Nova York, uma cidade bem organizada do ponto de vista urbanístico, com suas ruas numeradas e suas grandes avenidas, o que facilita a vida do turista. Até as pessoas mais desorientadas (como eu) conseguem se virar muito bem em Nova York.

Desta vez, ficamos hospedados num flat no Upper East Side, na 94th Street, esquina com a 2nd Avenue. Eu nunca tinha explorado bem essa região e confesso que a achava sisuda demais, tradicional demais, besta demais. Estava enganada. É uma área linda, sofisticada, residencial e com pouquíssimos turistas. Há vários passeios bacanas para se fazer ali e um deles é percorrer a Madison, avenida que concentra o comércio de luxo, mais precisamente entre a 57th e 86th St, com lojas de grifes famosas como Chanel, Hermès, Balenciaga, Prada, Gucci, Pucci, Louis Vuitton, Tory Burch e outras. Tem ainda a elegante loja de departamentos Barneys na altura da 61st Street. Gosto de passear pela Madison para olhar as vitrines, ver as tendências de moda, parar num café charmoso, numa Delicatessen (a EAT é uma ótima pedida, entre a 80 e a 81) ou num restaurante para recarregar as baterias, enfim, curtir o luxo à distância, já que, claro, a maioria dessas lojas não é para o meu bolso. Para os fãs de chocolate, vale uma paradinha na Maison du Chocolat (entre a 78 e a 79). E recentemente inaugurou uma filial da doceria Ladurée, de Paris (entre a 70 e a 71), famosa por seus macarrons (espécie de biscoitinho feito com um suspiro de amêndoas, recheado com vários sabores que é uma verdadeira perdição).


Madison Avenue: luxo no Upper East Side


Exposição da Lady Gaga na loja de departamentos Barneys: cultura pop e consumo

Na mesma região, também é legal caminhar por outras avenidas como a Lexington, que tem um comércio mais acessível aos nossos orçamentos, a Park Avenue, chiquérrima com seus prédios suntuosos e seus canteiros sempre impecáveis, e mesmo a 3rd Avenue nessa parte da cidade é bem interessante. Enfim, vale se perder pelas ruas e avenidas do Upper East Side, bairro tão abordado nos filmes de Woody Allen. E, claro, não dá para deixar de falar da famosíssima Fifth Avenue na sua parte mais nobre e movimentada, entre a 60th St e a 49th St, um dos metros quadrados mais caros do mundo e onde ficam as lojas mais luxuosas como a joalheria Tiffany (imortalizada no filme Bonequinha de Luxo, com Audrey Hepburn), grifes como Bulgari, Gucci e Prada, além das lojas de departamentos Sacks, Bergdorf Goodman (esta instalada num belo prédio art déco). Andar por ali apreciando as vitrines, os hotéis chiques como o Plaza (de frente para o Central Park) e a Catedral St Patrick (de estilo neogótico) é tudo de bom. Descendo um pouco mais, temos o Rockfeller Center (na 48th St), a biblioteca pública de Nova York e o Bryant Park (42nd St). Nesse miolo da Fifth Avenue, também há as lojas mais acessíveis (que a gente ama!) como H&M, Uniqlo, Banana Republic, Forever 21, BCBG e outras.


Da esquerda para a direita: Camilla, Rodolfo, Júlia, Bárbara e João Pedro curtindo a região da Fifth Avenue


Agitação e charme na Fifth Avenue durante as festas de final de ano


Rockfeller Center à noite: subir no topo do prédio também é um programa maravilhoso

Outro bairro que adoro é o Chelsea, reduto dos gays e dos descolados de Nova York. Perambular por ali é um ótimo programa. Há o circuito das galerias de arte, as lojas modernosas, muitos restaurantes, cafés e bares badalados, além do Chelsea Market, um mercado instalado num prédio de 1890, que vende toda espécie de comidas deliciosas (75 9th Avenue, entre as ruas 15 e 16).

West Village e Meatpacking são áreas fundamentais também. No West Village, adoro bater perna na Bleecker Street e arredores. Além de ser uma área linda, elegante e bem residencial (algumas celebridades como Sara Jessica Parker e Juliane Moore moram no bairro), é uma boa região para ver vitrines (concentra lojas como Juicy Couture, Seven, Marc Jacobs, Michael Kors, Ralph Lauren e outras), comer e beber bem. Ah, na Bleecker não deixe de dar uma paradinha na Magnolia Bakery, a lojinha de cupcakes que ganhou fama por causa do seriado Sex and the City. O Meatpacking era originalmente a região dos açougues de Nova York e, a partir dos anos 1990, começou a ser revitalizada. Hoje, reúne lojas de estilistas renomados como Stella McCartney, Catherine Malandrino, Diane Von Furstenberg, restaurantes e boates badalados, além de hotéis de design. À noite, é ferveção pura.


Bárbara e Júlia numa manhã ensolarada no Meatpacking


Bleecker Street no West Village: região sofisticada e moderninha

East Village e Lower East Side
são bairros que adoro. Amo essa parte de Nova York, que ainda conserva certo ar alternativo. Ali, é possível ver lojas mais moderninhas, brechós, cafés, bares e restaurantes pequenos e charmosos. Na região, uma rua que está bombando é a Bowery, que reúne excelentes restaurantes, galerias de arte, o New Museum (museu bem interativo, totalmente dedicado à arte do século 21: 235 Bowery, na altura da Prince Street) e lojas interessantes como a da Patrícia Field (302 Bowery, entre a Bleecker e a Houston), figurinista responsável pelo visual de Sara Jessica Parker e cia no seriado Sex and the City.

Soho e Nolita são regiões bacanas também para bater perna. O Soho já não é mais aquele bairro alternativo, que concentrava os artistas plásticos modernos de Nova York. Atualmente, vive apinhado de turistas ávidos por consumir. Mesmo assim, gosto de andar por ali nas ruas Prince, Spring, West Broadway e outras. Muitas galerias de arte ainda estão por lá e algumas lojas de grifes valem a entrada só para admirar sua arquitetura arrojada, como é o caso da Prada e da Longchamp. Pertinho do Soho, tem um pedaço mais cool e menos agitado: é a região de Nolita (North of Little Italy), onde é bem legal se perder. Gosto muito da Elizabeth Street, cheia de lojinhas bacanas.


João Pedro e eu no East Village: área descolada e meio alternativa

2. Parques e Praças

Nova York é uma cidade cheia de parques e praças simpáticas, bonitas e aconchegantes. Passear pelo Central Park é um programa imprescindível sempre, mesmo no inverno. Desta vez, conhecemos o Highline, um parque suspenso que vai do Meatpacking até o Chelsea. Ele foi construído em cima de uma antiga linha de trem e é uma solução urbana surpreendente e democrática. O parque conta com várias entradas, cadeiras para tomar sol e jardins em meio ao concreto. Tudo isso preservando os trilhos de ferro do século 19. Uma delícia andar por lá. De quebra, temos uma bela vista de Nova York.


João Pedro, Bárbara e Lula no Central Park


Entardecer no Highline Park: belíssima vista da cidade


O Highline é um parque bem urbano, às vezes nem parece um parque

As praças da cidade também merecem ser exploradas. Há inúmeras, mas gosto especialmente da Madison Square Park (ao sul da praça fica o famoso Flatiron Building, um prédio fino e triangular que lembra um ferro de passar roupa, daí seu nome), do Bryant Park (no inverno tem uma pista de patinação ótima e menos concorrida que a do Rockefeller Center), da Washington Square (a New York University fica nesta praça que já foi reduto dos hippies) e da Union Square (seu entorno é maravilhoso, com lojas como a livraria Barnes and Noble, Sephora, Forever 21 e Best Buy; e, na praça, é montado o Green Market, mercado de produtos orgânicos que funciona as segundas, quartas, sextas e sábados). Todas essas praças são lindas, agradáveis e com arredores a serem desvendados.


Vista deslumbrante a partir do Bryant Park


Madison Square Park e o famoso Flatiron Building


Cena tipicamente novaiorquina na Washington Square

3. Cultura

A cena cultural de Nova York é uma das mais agitadas e interessantes do mundo, com opções para todas as faixas etárias e todos os gostos. Começo pelos museus. Mesmo para quem já conhece a cidade, acho essencial visitar de novo os museus mais importantes. O Metropolitan (1000 Fifth Avenue, na 82nd Street) é uma espécie de Louvre de Nova York e tem um dos acervos mais importantes do planeta, com mais de dois milhões de obras de diversas civilizações, além de uma bela coleção de arte europeia, com telas de artistas como Tiziano, Rembrandt, Goya, El Greco, Degas e outros. É um museu gigantesco e é impossível conhecê-lo na sua totalidade numa única visita. Bom, a gente tenta fazer o que dá e fica torcendo para ter outra oportunidade de ir a Nova York e voltar ao museu.


Artista em ação no Metropolitan Museum

O Moma (11 W 53rd Street, entre Fifth e Sixth Avenue) é um museu interessantíssimo, fácil de ser visitado, que oferece um panorama completo da arte do final do século 19 até os dias atuais. Engloba obras de Van Gogh, Picasso, Braque, Salvador Dali, Cezánne, Matisse, Mondrian, Monet, Andy Warhol, Roy Lichetenstein, Marcel Duchamp e outros.


A icônica Marilyn de Andy Warhol no Moma

O Guggenheim (1071 Fifth Avenue, com 89th Street), projetado por Frank Lloyd Wright, vale uma visita também, a começar pelo arrojado prédio branco, todo em espiral. Outro museu bacana é a Frick Collection (1 E 70th Street, entre Fifth e Madison Avenue), instalada numa mansão portentosa na 5th Avenue, que reúne obras importantes da arte europeia. Amo o Museu de História Natural (Central Park West com 79th Street), diversão garantida para a criançada.


João Pedro, Júlia e Bárbara no Guggenheim Museum

Outro programa imperdível é visitar a New York Public Livrary (455 Fifth Avenue na 42nd Street). A biblioteca pública de Nova York é um imponente prédio de estilo Beaux Arts, colado ao charmoso Bryant Park, que tem cerca de 20 milhões de livros. Dá para ver relíquias como a primeira Bíblia impressa por Gutenberg, anotações do escritor Jack Keroauc (autor de “On The Road”, cartilha do movimento hippie), rabiscos do discurso que Ernest Hemingway fez em agradecimento ao Prêmio Nobel de Literatura, o facsímile da declaração de independência dos Estados Unidos, manuscrita por Thomas Jefferson, os bonecos originais da turma do Ursinho Pooh, além de desenhos de Andy Warhol, Picasso, Matisse, Lichetenstein, Paul Klee e outros.


New York Public Library: um passeio imperdível

Confesso que não gosto muito de teatro e de musicais, mas os da Broadway são um programa que vale a pena fazer pelo menos uma vez na vida. São mega produções que realmente impressionam. Desta vez, vimos o do Rei Leão, emocionante, e o do Homem Aranha, sensacional, de tirar o fôlego, com trilha sonora do Bono e The Edge, do U2. Demais!

4. Experiências gastronômicas

Quando viajo, adoro ir a restaurantes. Acho que faz parte da aventura turística conhecer novos sabores. Vou listar abaixo alguns restaurantes bacanas. Todos são badalados e, portanto, é essencial fazer reserva.

Eataly: Não é bem um restaurante. Na verdade, é um mercado sofisticado, do aclamado chef italiano Mario Batali, que vende vários tipos de massa, arroz para risotto, molhos, azeites, pães, queijos, carnes, peixes e frutos do mar, frutas e verduras, cafés, chocolates, sorvetes, utensílios para cozinha, livros de receita. Um paraíso para quem aprecia a boa culinária. Além disso, há diversos restaurantes lá dentro, que servem as comidas fresquinhas do mercado. É um programa realmente delicioso, um presente para os sentidos. 200 Fifth Avenue, esquina com 23rd Street.

Standard Grill: Um dos restaurantes do momento em Nova York. Badalado, ótima comida (especial atenção para as carnes), ambiente descontraído e descolado. Fica no Meatpacking, no Hotel Standard. 848 Washington Street, esquina com W 13th Street (212.6454100).

DBGB: É a brasserie do famoso chef Daniel Boulud. Fica na badalada rua Bowery e tem uma comida deliciosa (e um enorme menu de cervejas), ambiente meio escurinho, sofás pretos e prateleiras cheias de panelas de cobre doadas por chefs famosos. Super vale a pena. 299 Bowery. (212.9335300).

Gemma: Italiano descolado, badalado, meio rústico, meio romântico. Também fica na Bowery e é um programa bacana para se fazer à noite. Frequentado por celebridades. 335 Bowery, com 3rd St. (212. 505-9100).

Buddakan: Restaurante lindo no Chelsea, que apareceu no filme Sex and the City 1, na cena do jantar de Carrie e Mr. Big antes do casamento. A comida é asiática e deliciosa. 75 9th Avenue (212) 989-6699.

Nobu: Não precisa de apresentações. O tradicional japonês de Robert de Niro é sempre uma ótima pedida, principalmente à noite. 105 Hudson Street. (212.219.0500).

The Breslin e Spotted Pig: Dois lugares super bacanas, misto de pub e restaurante, com comidinhas deliciosas. Ambiente é bem descolado e a frequência é de modernos em geral. São dois empreendimentos da respeitada chef April Bloomfield. Spotted Pig: 314 W 11th Street, esquina com Greenwich St (212.620.0393). The Breslin: 16 W 29th Street, entre Fifth Avenue e Broadway. (212.6791939).

Balthazar, Pastis, Morandi, Mineta Tavern e Pulinos são restaurantes ótimos, sempre lotados, com ambiente bonito e descolado. Pertencem ao mesmo dono, o inglês Keith McNally, o rei da gastronomia de Nova York. Gosto de todos, mas os meus preferidos são o Balthazar (estilo francês no Soho), o Morandi (italiano charmoso no West Village) e o Pulinos (pizzaria maravilhosa na Bowery).
Balthazar: 80 Spring St, entre Crosby e Broadway. (212.9651414).
Pastis: 9 9th Avenue, entre Little W 12th St e W 13th St. (212.9294844).
Morandi: 211 Waverly Place, entre Charles St e Perry St. (212.6277575).
Mineta Tavern: 113 MacDougal St, entre Bleecker St e W 3rd St. (212.4753850).
Pulinos: 282 Bowery, esquina com E Houston St. (212.2261966).


Modern: Restaurante do Moma, com comida divina e preços altos (a opção é ir ao Bar Room, colado ao restaurante, mais barato e igualmente maravilhoso). 9 W 53rd Street. (212.3331220).

Nellos: Italiano charmoso e pequeno na Madison, perto da loja de departamentos Barneys. A comida é deliciosa, o restaurante está sempre cheio e é uma boa pedida para uma pausa em meio às compras naquela região. 696 Madison Avenue, na altura da 62nd St. (212-980-9099).

Eleven Madison Park: Este é um restaurante chiquérrimo, formal, de alta gastronomia e preços altíssimos. Vale a pena se você quiser investir numa grande experiência gastronômica. O ambiente é todo em estilo art déco. Um luxo realmente. 11 Madison Avenue. (212. 889-0905).

Daniel: É o principal restaurante do aclamado chef Daniel Bolud, bem formal, bem elegante e maravilhoso!!! Também entra na categoria grande experiência gastronômica, com potencial para abalar o orçamento turístico. 60 East 65th Street. (212. 288-0033).

Café Boulud: É um restaurante mais aconchegante, estilo bistrô francês, do mesmo Daniel Boulud. Comida, claro, excelente e preços mais razoáveis do que os do Daniel. 20 East 76th Street (212. 772-2600).

River Café: Esse restaurante mega tradicional do Brooklyn tem uma vista deslumbrante de Manhattan e é uma ótima opção para o brunch de domingo. De quebra, você pode aproveitar para explorar a região onde ele está localizado, chamada de Dumbo, área considerada chiquezinha e moderna hoje em dia, que fica colada à Brooklyn Bridge. 1 Water Street, Brooklyn. (718. 522-5200).


Camilla e Rodolfo no Brooklyn: melhor vista de Manhattan



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